

Vá... rebolemos juntos na cama. Tapemos a cabeça com a almofada para não ouvirmos a sirene que grita na rua.
Ontem quando cheguei a casa liguei a televisão, e vi aquele video do YouTube que anda na boca e nos olhos do mundo Português da Patrícia a desautorizar a Professora de Francês.
Felizmente, devido a um erro, a RTP mostrou as imagens sem estarem desfocadas, que por um lado expôs ainda mais a professora, também expôs a Patrícia. Que dizia “Dá-me o telemóvel já!” (note-se o uso da segunda pessoa do singular, e o já) ao menos que dissesse “Donnes-moi le téléphone portable immédiatement!”.
Se a Patrícia fosse minha filha e/ou educanda, levava tantas até dizer “Maman, arrête s’il vous plaît”... e só se perderiam aquelas que caíriam no chão.
Mas, continuo a achar que sou uma minoria, porque a desautorização de adultos por crianças e/ou adolescentes não é um problema da escola e/ou dos professores, mas sim um problema de casa. A Patrícia não é o carrasco da história. É a vítima. De uma ausência de educação em casa. De uns pais e/ou encarregados de educação demasiado desleixados, que, como muitos pais portugueses, deixam a educação dos seus rebentos nas mãos da escola. E esta, desculpem lá que vos diga, não faz milagres.
Um exemplo básico, que vejo frequentemente (especialmente no início do ano lectivo): a escola tenta ensinar uma criança da pré-primária a comer correctamente com o garfo e faca. Em casa os paizinhos dão a comida passada, e à colher. Ou deixam os putos fazerem o que lhe bem passar pela cabeça durante o tempo que quiserem.
A Patrícia é um rebento mimado e sem regras.
Esta música deixa-me estupidamente bem disposta... Um efeito inexplicável.
Qual Dr Kambunga, qual carapuça.
Múm tem um efeito muito poderoso sobre mim: faz desaparecer todo e qualquer mal estar provocado por uma qualquer constipação belga. Mas sobre tudo põem-me um sorriso nos meus lábio (cheios de cieiro).
Farmacéutica 1: Bonjour, Mademoiselle!
Je: Good Morning. I don’t speak French? Do you speak English?
Farmacéutica 1: Un petit pou
Je: I’m sick. I think I caught a cold. I guess you can see it…
Farmacéutica 1: Yes, I can! And your (gesto a indicar a garganta)?
Je: It hurts a bit, but nothing that tea, lemon and honey can’t solve…
Farmacéutica 1: But is it dry?
Je: No! I don’t have cough.
Farmacéutica 1: But is it dry?
Farmacéutica 2: Elle a une gorge endolorie. (ou qualquer coisa do género)
Farmacéutica 1: Alright! Take this for the (gesto a indicar a garganta) and this for gesto a indicar o nariz). Garganta: um nebulizador tipo tantum verde. Nariz: tipo VicVapoSpray
Je: But I would like to have something for both: a pill, a table or another drug for my cold.
Farmacéutica 1: I can’t only give you these…
Je: Aspirine? Paracetamol? (e a meia-voz) Cêgripe…
Farmacéutica 1: No, I guess for your case, this is the best one…
Je (desolada): OK
Farmacéutica 1: It’s 5.49€.
Je: By the way, do you have a cream to put on my hurt nose?
Farmacéutica 1: Yes! Un moment, s'il vous plaît. It’s 10.97€ !
Pago
Je: Bye! Have a nice day!
Farmacéutica 1: Bye, a bonne journée...
Sexta saí de casa atrasada. Como consequência deixei a minha música em casa. Felizmente o autocarro apanha um sinal vermelho, o que me dá tempo para correr até à paragem.
Entro sento-me e lá começo eu na minha viagem diária para LLN com o MEC (e o seu cemitério de raparigas).
Num cruzamento trubulento (onde me sinto um pouco mais em Lisboa, já que ninguém respeita os sinais vermelhos e por momentos o cruzamento fica completamente entupido) começo a ouvir “Car****”, “Vai para p*** da tua mãe”, “Espera a tua vez, ó meu cabr**” vindo a frente do autocarro, mais propriamente do lugar do motorista. E digo sorrindo para o MEC “É bom, estar de volta a Portugal”.
É então que entra um senhor pica (de autocarros) e diz: “Bonjour” para o motorista e depois, olha para ele como quem acaba de acordar e diz “Ah! És tu! Então em português: Bom dia, amigo! Como estás? Epá, não me digas que também te calhou o turno da manhã, pá...?”.
Volto a sorrir para o MEC. E de certo modo, ele também sorri para mim.
Festa de Carnaval na Boudewijn. Muita cerveja.
En muziek! En liefde...
Ou não foste uma festa na Boudewijn. Onde muita gente resolve arranjar alguém com quem passar o 14 de Fevereiro.
Pessoalmente, eu passei o 14 de Fevereiro (e o 15) com MEC num cemitério de raparigas. A fazer uma sopa.
Na série isto já parece este blog:
Hoje levantei-me as 7h45, pois a minha mãe estava a arrumar os 2 tachos, os 4 pratos, os talhares (cerca de 15), os 6 copos e as 4 canecas que pôs a lavar na noite anterior a seguir ao jantar (sopa de nabiças, bife de alcatra com arroz de passas brancas e salada).
Tomei banho com a minha esponja de rede cor-de-rosa com gel de duche Vasenol de amêndoas e mel e shampoo e amaciador Organics verde. Vesti as calças caqui e a camisola cinzenta prenda da Tia Alzira (Obrigada Titi!)
Como tinha algum tempo livre tomei o pequeno almoço (uma torrada com marmelada e leite com café) em frente à televisão a ver o Bom Dia Portugal, onde estavam a dar notícias sobre a operação Noite Branca.
Resolvi mudar de canal e fiquei cerca de 30 min a ver as séries do AXN.
Sai de casa as 9h17 só para me sentir útil e foi ao mercado a 57,3 metros da minha casa comprar peixe fresco: carapau e peixe espada. Gastei 13,5€, fogo quem diria que o peixe é assim tão caro. Demorei exactamente 26 minutos no mercado, vim por o peixe a casa. E voltei a sair e fui dar uma volta à baixa.
Apanhei o metro na linha verde que demorou exactamente 15 minutos a deixar-me na Baixa-Chiado. Andei por lá umas 2 horas, mas não havia nada de jeito. Voltei para casa no eléctrico 28 que apanhei no Martim Moniz. Por volta das 13h22 fui almoçar em casa, canja de galinha e uma posta de peixe espada assado com batatinhas com casca.
Abri a caixa do correio e maravilha das maravilhas uma conta da luz, o folheto da Media Market e... um super postal de natal da escola onde eu tirei a carta de condução.
À tarde não fiz muita coisa de interessante.
Aviso: Qualquer semelhança com a realidade (não) é pura coincidência.