Wednesday, September 30, 2009

O discurso da derrota do Cavaco Silva



Não encontro grandes diferenças nestas declarações de ontem à noite e o discurso da Manuela Ferreira Leite de domingo.
Ao que parece este tiro saiu-lhe pela colatra... este, e o Jornal Nacional de Sexta-feira...

Sunday, September 20, 2009

Tuesday, September 15, 2009

Ontem adormeci assim...



Com um sorriso nos lábios e os pés quentinhos

Thursday, September 10, 2009

Hoje acordei assim


Síndrome do Buraco Negro

Tuesday, September 08, 2009

Hoje acordei assim



A tip from my new office-mate

No. Fuck you, Alberto João Jardim

Então este gajo continua a dizer e a fazer o que quer sem ter nenhuma concequência?

O outro, mesmo num grande "sofrimento emocional" fez só um par de cornichos, e foi para a rua.

Todos os dias sonho com uma Madeira independente. Mas porque raio ainda tenho a dor no coração de dizer que esse bocado de terra cheia de gente idiota ainda é parte de Portugal??

Saturday, September 05, 2009

Sunday, August 30, 2009

Portuguese for beginners

Diferenças entre o verbo “ser” e “estar”

Presente
Ele é um perdido na vida.
Ela está perdida na vida.

Passado
Ele continua a ser um perdido na vida.
Ela esteve perdida na vida. Mas já não está.


Nota pessoal: No presente caso, o presente é passado e o passado é presente.

Hoje acordei assim

Monday, August 24, 2009

The science of sleep



Michel Gondry, 2006

Sunday, August 23, 2009

Lisbon stories

Dois miúdos de 10 ou 11 anos, no picadeiro de um colégio interno elitista em Lisboa.
Miúdo 1: Oh Grego, dou-te 100 escudos se te atirares do cimo da bancada cá para baixo.
Miúdo 2: Estás-me a desafiar?
Miúdo 1: Porquê? Estás com medo? Medricas... estás cheio de cagufa nesse rabo.
Miúdo 2 (a subir para o cimo da bacanda a cerca de 10 metros do chão): Eu não tenho medo, tu é que tens medo de perder 100 paus.
O Miúdo 2 salta.
O Miúdo 2 parte uma perna. É levado para a enfermeiria, de onde sai ao fim de um par de dias com a perna engessada. Assim que saí da enfermeiria, vai procurar o Miúdo 1.
Miúdo 2: Os meus 100 paus?
Miúdo 1: Oh, vai te lixar! A partir a perna também eu.

Tuesday, August 18, 2009

Saturday, August 15, 2009

Danish stories

Em Copenhaga, depois de muitas Tuborgs
Ele: Do you like spooning?
Ela: Do I like?! I love it!
Ele: Really? Me too.
Ela: That's impossible, only girls like that.
Ele: Would you like to spoon with me in Tel Aviv? I'm leaving tomorrow.
Ela: ?
Ele: It would be a pleasure to have breakfast with you in Tel Aviv.

Friday, August 14, 2009

Greek stories

Uma rapariga grega sai de casa em Lavrio, Sounio para estudar para Atenas. A família compra um pequeno apartamento em Atenas.

A jovem grega tem uma irmã, a Vivi. É arqueóloga. Na altura, ocupava-se de analisar os mármores da Acrópole: coleccionava pozinhos da Acrópole em pequenos sacos de plástico, que guardava no apartamento da família, até os levar para o seu sofisticado laboratório e analisar aquela areia fina.

A jovem grega tem vinte-e-poucos anos. Ela gosta da noite. Do seu silêncio. Das suas sombras. Dos seus segredos. Do seu degredo. É jovem, e pensa numa carreira em ciência. E expericia as noites quentes de Atenas. Não é estroina, é normal: Tem vinte-e-poucos anos e gosta de experimentar o que a noite tem para oferecer (i)legalmente.

A mãe da jovem acha que ela já passou a pureza da fase de experimentação. Pega no carro, e vai até ao pequeno apartamento em Atenas. Ao chegar, encontra uns pequenos sacos com um fino pó branco. Curiosa, molha o dedo na ponta da língua e prova o pó, tal como um dealer se certifica que a cocaína que lhe estão a vender é de boa qualidade.

Foi a única pessoa de que há registo que provou os mármores da Acrópole.

International Stories

Uma estudante grega, a fazer o seu doutoramento na Bélgica, vai a uma conferência sobre descontaminação de poluentes organicos de longa persistencia algures nessa Europa. Num dos coffee breaks que este gênero de conferências têm, a rapariga encontra um rapaz Americano, de uma dessas universidades-super-conceituadas-nas-quais-são-inspiradas-o-PhD-Comics. Começam a falar sobre os seus projectos de investigação. A rapariga tem um ligeiro sotaque grego, nada de extraordinario, mas facilmente detectável, em especial por um native speaker.
Ele: Université Catholique de Louvain, that’s interesting!
Ela: Sure.
Ele: Where do you come from?
Ela: Athens.
Ele: Ah! Athens, Georgia!

Wednesday, August 12, 2009

Saturday, August 08, 2009

Telenovelas

Eu que nunca fui fã das histórias do Tozé Martinho e da estação de Queluz, estou a viver uma telenovela digna de qualquer Globo d’Ouro do Coliseu dos Recreios e de qualquer Gala da Ficção Nacional. Até o recém demitido Mr. President Moniz arregalava os olhos a uma coisa destas...

Ora vejamos,

Uma equipa técnica, composta maioritariamente por assistentes-de-qualquer-coisa.
Um elenco fraquinho, mas isso também não interessa nada (porque o que o povo gosta é de mamas rijas e botox).
Cenários de luxo: Madeira, Marrocos, Bruxelas, Lisboa, Montijo, Almeirim, ...
Personagens complexas, e que para além de viver a tempo inteiro a história não têm mais nenhuma ocupação. Já alguém viu uma personagem de telenovelas cuja a sua profissão seja médico, a representar o exercício da medicina? Ou naquela sala de frutas açucarada dos finais de tarde da TVI, os miúdos fazem de estudantes do secundário, mas já alguém os viu na sala de aula? a fazerem exames nacionais? testes? ou a estarem nas aulas sem ser aos coxixos?
Depois há a má, o bom, a boazinha, e a figuração especial. Até agora, ainda não entendi bem qual é a minha personagem, mas segundo as mais recentes estatísticas, devo ser a má.
Há ainda, aquele detalhe sublime em qualquer novela da estação de Queluz, que é o tempo que demora a que uma dada personagem se decida se vai ou não comer a torrada (cerca de 5 episódios), e quando finalmente se decide que vai realmente comer a torrada (mais 2 episódios), há aquela dúvida qual a geleia que deve por na torrada (cerca de 10 episódios). Ora aqui está, uma dinamica televisa claramente inspirada no Dragon Ball.
Claro que a culpa é da personagem má, que quer é ir para as compras (Gucci, Prada, ... está claro!), e que não deixa o bonzinho tomar a porra o pequeno-almoço descansado. Isso causa um grande stress no pobre coitado, o que ainda faz demorar mais tempo ainda para decidir que sumo natural vai beber (cerca de 15 episódios).

Só falta o suícidio em massa, o atropelamento, que trará o fim da má: ou morre ou vai apodrecer na prisão. Completado com o casamento do bonzinho e da boazinha (um com o outro, ou com qualquer outro figurante especial).



Claro que ninguém se esquece do "Roque Santeiro", da "Pedra sobre Pedra", ou da "Tieta do Agreste", mas no caso das telenovelas da TVI, são como as bacoradas da Manuela Moura Guedes: hão-de vir outras, para fazer esquecer estas.

Tuesday, August 04, 2009

Azul oscuro casi negro



de Daniel Sánchez Arévalo (2006)

Recovering

with Sita sings the blues (2008)



A Nina Paley's animation

Friday, July 31, 2009

"L'amour c'est un jeu, pas un comportement"

Et maintenant je ne veux pas jouer

Thursday, July 30, 2009

Vale a pensar nisto

E se todos os problemas étnicos da Humanidade se resumissem a questões estéticas?

(by RCC)

Wednesday, July 29, 2009

Eu também me passo e não me demito

Do suplemento de Economia do Expresso de 04/07/2009

Por Nicolau Santos
O gesto chifrudo de Manuel Pinho dirigido ao deputado comunista Bernardino Soares, por uma piadola assente num facto até agora nunca confirmado (e aqui no Expresso bem nos esforçámos por saber se tinha entregue um cheque da EDP ao Aljustralense) foi condenado por todas as vestais que, como dizia Sophia de Mello Breyner, comem galinhas mas não matam galinhas.

Que horror! Que indecoroso! Que má educação! Que baixeza! Proclamam as virgens ofendidas, que gostam sempre de mostrar as suas públicas virtudes e esconder os vícios privados. Claro que estamos todos de acordo: o ministro não devia ter feito o gesto, ponto final parágrafo. Mas convenhamos que há situações em que um homem perde a cabeça. Conto-vos algumas.

Há uns anos, uma sociedade financeira pública foi privatizada. Passado seis meses, o grupo comprador veio reclamar ao Estado três milhões de contos (na altura ainda era em contos) por um buraco que tinha sido encontrado na empresa. Pergunta óbvia: mas como é que as várias auditorias não detectaram nada? Explicação que me foi dada pelo presidente da empresa pública que transitou para presidente da empresa agora privada: o papel com essa operação estava em cima de uma secretária junto a uma janela e um dia, com uma rabanada de vento, voou. Passei-me, claro.

Passo-me igualmente quando leio que a defesa de Jardim Gonçalves vai garantir que as 17 offshores, financiadas pelo BCP para comprar acções do banco com titulares que eram homens de palha, foram criadas por "erro operacional" e que ele de nada sabia. Como é possível que um banco que cultivava a excelência (ou dizia que a cultivava) e um homem que, durante muito tempo, se orgulhava de saber o nome de todos os funcionários do banco e a sua situação familiar, diga agora que não sabia de nada no que toca às offshores e que elas existiram durante vários anos com base num erro que nunca foi corrigido - mas que deram prejuízos ao banco na casa das centenas de milhões de euros? Como é possível que tenha dito que nada sabia das relações comerciais do seu próprio filho com o BCP e que acabaram mal? É possível? Alguém acredita?

Mas a coisa deve pegar-se porque Tavares Moreira, no livro que agora lançou (ver texto em baixo), diz que no CBI se defrontou com a aquisição de dois títulos (Liberty Sat e Daleen Technologies) que acarretaram um enorme prejuízo para o banco "sem que ninguém percebesse muito bem como é que tinha acontecido, quem tinha tomado a decisão de comprar, com que justificação, com que informação" e ao banco nada mais restava do que assumir o elevado prejuízo. E ele, que na altura era presidente, resolveu, pelos vistos, deixar cair o assunto, porque percebeu que causava "especial desconforto" às pessoas. Ele, que tinha sido governador do Banco de Portugal. Passo-me, claro.

E quando vejo que a acusação a Bernard Madoff tinha seis páginas e o julgamento demorou seis meses - e comparo com o que se está a passar no BCP, BPN e BPP ou com o próximo arquivamento do 'caso CBI', obviamente passo-me. Como é possível que actos que levaram à falência de um banco, lesando em muitos milhões os seus accionistas, possam não ser julgados?

E passo-me quando o primeiro-ministro diz que não sabia que estavam a decorrer negociações entre a PT e a Prisa e que se tratava de um negócio privado - para depois matar o negócio numa declaração pública. Mas também me passo quando Manuela Ferreira Leite vem dizer que a compra da rede fixa do Estado estava decidida pelo PS quando foi concretizada nove meses depois por ela noutro Governo - e quando já afirmou que, se for primeiro-ministro, rasga todas as políticas do actual Executivo, com excepção da Segurança Social. Então o que se prepara agora para fazer não era possível em 2002?

E passo-me por fim quando o Presidente da República, homem de cuja integridade ninguém duvida, vem declarar publicamente que nunca disse que não tinha acções da SLN - quando fez um longo e exaustivo comunicado que serviu exclusivamente para sublinhar que nada tinha que ver com o BPN, esquecendo-se da sua relação accionista com a holding do grupo?

Finalmente, passo-me com a deslealdade accionista de certas pessoas, com estratégias de enguias para atingir objectivos tortuosos, acompanhadas com a escolha de pessoas sem coluna vertebral para servirem os seus propósitos. Passo-me, só me apetece fazer-lhes o gesto que Pinho fez ou outros piores e não me demito.

Falta dizer que Manuel Pinho foi um ministro voluntarioso, que fez coisas boas e más. Na área da energia e do turismo as coisas correram francamente bem, na área da inovação também, na atracção do investimento estrangeiro nem por isso, na manutenção de postos de trabalho foi como tentar encher de água um balde furado. Condeno o gesto - mas compreendo a indignação do ministro com a piadola de Bernardino Soares. Há limites para um homem.

Tuesday, July 28, 2009

Nota pessoal

Para evitar futuros incidentes diplomáticos:
Estar segura que não envio um email dizer a falar na inefeciência da secretária do laboratório com o chefe em cc.
Mesmo quando o email é em espanhol, e o chefe é grego.
BURRA!!!

Monday, July 20, 2009

Dá-me sangue

Porque estou farta que sugues o meu.

Friday, July 17, 2009

Wednesday, July 15, 2009

M de Madeira. M de Magritte



Ceci n'est pas une carte de Madère